VIAGEM América do Sul


06/07/2012
Ilhabela além da vela


AO AR LIVRE LEVE E SOLTO: Escuna pronta para levantar âncora no Jabaquara

Por Mario Mele

No litoral norte paulista, a Ilhabela é internacionalmente conhecida como a capital da vela. As condições para velejar costumam ser excelentes no canal de São Sebastião, que separa a ilha do continente, e esportes como kite e windsurf são largamente praticados por lá.

Há muito o que fazer nos quase 350 quilômetros quadrados de Ilhabela, e você já deve saber também que o mergulho é outro esporte clássico do lugar. Por água ou por terra – ou por ambos – em um fim de semana é possível treinar ou se divertir do melhor jeito.

De mountain bike, siga para o norte, até a praia de Jabaquara. Do centro até lá são cerca de 20 quilômetros – pelo menos os últimos oito em estrada de terra. O percurso não é técnico, mas, se você não for um mountain biker acostumado com o sobe e desce constante, já vá com o psicológico avisado. Lembre-se também de que os borrachudos, aqueles pequenos insetos hematófagos que costumam atacar as pernas ao amanhecer e ao entardecer, são tão famosos na ilha quanto os bons ventos. E estão em maior número em praias afastadas como a do Jabaquara. Repelentes naturais à base de citronela são vendidos em casas de moradores locais pelo caminho, mas acender uma fogueira (pequena, por favor) na praia pode cumprir a função de afastar os mosquitos. No inverno, ela também será útil para aquecer o corpo depois do mergulho (no mar ou no rio transparente no canto esquerdo da praia) e antes do pedal da volta.


NO PEDAL: Seguindo para o norte da ilha


DO ALTO: Chegada à praia do Jabaquara


BONETE A VISTA: Fase final da remada diária

O mar também é bem acessível em Ilhabela. Pelo norte, uma opção é chegar de carro até o Jabaquara, colocar o caiaque na água e seguir mais ao norte, até a praia da Fome, conhecida por uma casa que foi habitada por escravos na época do Brasil colônia.

Ao sul, uma remada que vale a pena é entre as praias do Veloso (a última do sul acessível por carro) e a do Bonete, onde há uma comunidade local. São mais de 20 quilômetros margeando todo o sul da ilha, passando rente a cavernas de pedra talhadas pela água, como o Buraco do Cação, e colocando a cara em mar aberto, principalmente na segunda metade do trajeto.

O ideal é fazer em caiaque duplo, com alguém que também esteja disposto a remar. Se preferir encurtar a distância, vá até a ponta da Sepitiba, estacione o carro (R$ 15 o pernoite) e desça dez minutos por uma trilha técnica até a encosta de pedra. Não há praia em Sepitiba, e por isso o mar tem que estar muito calmo para que a saída seja segura. Checar as condições do tempo (weather.com), do vento e da ondulação (windguru.cz/pt
é fundamental.
 
O ideal é passar a noite no Bonete (em pousada ou camping). Se tiver tempo, estique a remada até as praias das Enchovas e Indaiaúba e conheça um dos lugares mais ermos e lindos da ilha.

 
QUE DÓ: Pinguim perdido pelo caminho

   
DIA E NOITE: Saída de pedra na Sepitiba; fogueira providencial no Bonete 

Vai Nessa:

>> Neste fim de semana (07/07) começa a 39ª edição da Ilhabela Sailing Week
, um dos maiores eventos internacionais da vela da América do Sul, que atrai veleiros de ponta com até 45 pés de comprimento e competidores do mundo inteiro.

>> Portal do município de Ilhabela 


>> Guia de serviços de hospedagem, gastronomia e “o que fazer” (ilhabela.com.br)

>> Hospede-se com conforto na medida na Pousada Canto Bravo, no Bonete
, que ainda tem um restaurante de primeira 








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