
Alex Holt a caminho do acampamento 2 do Cho Oyu, Tibete, na primavera de 2010. Diz Maximo: “Todos os meus clientes haviam desistido com exceção de um, o Alex. Este jovem de 19 anos insistia em continuar e chegou ao cume sem oxigênio. As nuvens que podem ser vistas no meio da foto acabaram ganhando altitude e nevou por quatro dias. Foram 39 dias de expedição”.

Pôr do sol visto desde a crista Cosmiques, perto do Mont Blanc du Tacul, na França. “Era inverno de 2008, estávamos já há 6 dias neste paraíso da escalada alpina que é a região de Aiguille du Midi, no maciço do Mont Blanc. Era também o terceiro dia de mau tempo e não aguentávamos mais ficar cercados por tantas nuvens. Então decidimos ver o que tinha do outro lado da crista. Ao nos aproximarmos e ficarmos de pé sobre ela, o céu não apenas estava limpo do outro lado como um espetacular pôr do sol mudava de cor a cada segundo. Havia um colchão interminável de nuvens para o sul. Um minuto mais tarde tudo ficou bem mais escuro”, diz Maximo.

Eyal Wigderson escalando uma via de 18 cordadas na Jordânia. “Foram mais de três semanas escalando rochas nesse curioso país cheio de paredes verticais virgens. Um das últimas vias escaladas chamava-se Seven Pillars of Wisdom. Este é o título de um famoso livro escrito por T.E. Lawrence, mais conhecido como Lawrence da Arábia, que descreve a revolta dos árabes contra o império turco. Os ‘pilares’ de Lawrence eram provavelmente aquelas grandes paredes do pequeno povoado de Ramm. Demoramos o dia todo escalando os 700 metros de paredes verticais de arenito. Chegamos ao fim da tarde ao cume da segunda maior montanha da Jordânia. Estávamos há poucos quilômetros da Arábia Saudita e contemplamos um belo pôr do sol com uma brisa quente que vinha do sul. Ainda tivemos que rapelar 700 metros de paredes à noite. Isso não foi legal”, relembra Maximo.

Galjie Sherpa no acampamento 2 do Ama Dablam, no Nepal, em outubro de 2010. “Eu estava guiando uma expedição com 17 clientes. Para aumentar a segurança na montanha, nós fixamos cordas e as deixamos ali até o final da temporada. Deste modo os clientes podem subir e descer a montanha usando as cordas. O problema é que alguém tem que ir lá e fixá-las na montanha. Galjie Sherpa estava preparando uma travessia entre dois cumes após um dia inteiro de trabalho. A expedição durou 28 dias”, conta Maximo.

“Duas semanas isolados no lado sul da remota cordilheira de La Ramada, na província de San Juan, na Argentina. Aqui estávamos descendo de uma montanha chamada Pico Polaco, com quase 6.000 metros de altitude. Existe um glaciar ali batizado de Frio, e o final dele é extremamente escarpado e cheio de penitentes, que são formações feitas de neve ou gelo que acabam sendo modificadas pelo vento. Ainda estávamos a três dias de caminhada da estrada mais próxima”, diz o escalador e guia Maximo Kausch.

Acampamento 1 do Shishapangma, no Tibete, em 2011. “Foi nossa quarta semana da expedição e iríamos atacar o cume em dois dias. Foi uma manhã que ventou muito e várias barracas (como a minha, à direita da foto) ficaram quase que totalmente soterradas pela neve. Naquele mesmo lugar, tivemos um terremoto de escala 7, que acabou desencadeando duas avalanches”, diz Maximo.

Foto do monte Tawoche, com 6.500 metros, no vale do Khumbu, no Nepal. É uma das montanhas menos escaladas de todo o vale. Alguns dizem se tratar de uma montanha sagrada.

Acampamento 1 do Ama Dablam, no Nepal. A montanha toda é escarpada, e há pouquíssimos lugares que comportam uma barraca. “Poucos segundos após o sol se por no horizonte, a temperatura cai drasticamente”, diz Maximo.

Acampamento 2 do Ama Dablam, no Nepal. “Esta montanha é tão escarpada que acima de 5.600 metros quase não há nenhum lugar onde se possa ficar de pé. Uma das poucas exceções é o próprio acampamento 2, a 6.000 metros. Aqui não cabem mais que seis ou sete barracas! Quando chegamos à montanha tivemos que cavar três dessas plataformas no gelo duro e demoramos pelo menos cinco horas em cada. Havia algumas centenas de metros de queda em cada lado do acampamento”, diz Maximo.

Caminho até o acampamento 2 do Ama Dablam, no Nepal. “Era nosso ataque ao cume, após duas semanas na montanha. Nesse trecho, não há quase neve e esticamos uma longa corda plástica de sete milímetros de um lado ao outro, assim ninguém cairia. O horizonte era muito bonito, só que dava muito medo se pendurar num pedaço de plástico para passar para o lado escuro da montanha”, relembra o escalador brasileiro.

Pôr do sol visto desde o Ama Dablam, no Nepal. “Após uma semana de dias nublados e muito vento, presenciamos uma tarde maravilhosa”, conta Maximo.

Face oeste do Aconcágua, na Argentina. “A face oeste é vista por todos no acampamento base da rota normal, só que ninguém presta muita atenção na beleza dela. As nuvens que podem ser vistas no cume não são inteiramente nuvens – na verdade, se trata de neve sendo carregada pelo vento”, explica Maximo.